Colégio

Proposta Pedagógica

No CLQ trabalhamos com alunos do Maternal ao Ensino Médio. Em nosso Colégio, os alunos são motivados e preparados para a conquista das autonomias intelectual, ética e moral, afetiva e emocional, estimulados a pensar criticamente, a trabalhar em equipe e a inovar. O objetivo principal é formar jovens protagonistas de suas histórias, cidadãos críticos, criativos, respeitosos, colaborativos e capazes de realizar suas aspirações.

 

 

Infraestrutura

Fachada CLQ

O Colégio CLQ conta com estruturas físicas específicas e exclusivas para cada faixa etária que frequenta nossa escola.

O CLQ mais é um espaço exclusivo destinado aos grupos 1 e 2 (1 e 2 anos), que desfrutam de uma área verde de 1600m2 com salas de aulas, brinquedoteca, ateliê de artes, cozinha, refeitório e espaços para o cultivo de hortaliças e cuidados com os animais.

O CLQ Unidade Água Seca atende alunos dos grupos 3, 4 e 5 (de 3 a 5 anos) da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano. Conta com amplo espaço de 17.000 metros quadrados com salas de aulas equipadas para crianças de 3 a 10 anos, salas temáticas de inglês, música, balé, judô e meditação, auditório e anfiteatro, laboratório maker, biblioteca, cozinha industrial, cantina e refeitório, ginásio com arquibancada, quadras poliesportivas cobertas, espaço de hortas e cuidado com animais, bosque de árvores nativas e três parques com brinquedos.

O CLQ Reserva Jequitibá recebe jovens do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano e do Ensino Médio. Possui uma ampla área de 34.000 metros quadrados que dispõe de salas de aulas temáticas, espaço cultural e biblioteca, cozinha industrial, restaurante, refeitório e cantina, teatro, auditório, ginásio coberto com arquibancada, quadras poliesportivas cobertas, piscina semiolímpica, laboratório maker e High School.

História do CLQ

No início do anos 60, no Centro Acadêmico Luiz de Queiroz, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, começou a funcionar um Curso Preparatório para o vestibular da Esalq. Era o cursinho do Calq. Nele, davam aula, inicialmente, os acadêmicos da agronomia que, à medida que iam se tornando agrônomos, deixavam o Curso e outros entravam em seus lugares. A última turma a ter esse procedimento foi a composta pelos acadêmicos da agronomia Klaus Reichardt, lecionando matemática, Masao Yamamoto, biologia, Luis Otávio Junqueira, química e Shunhiti Torigoi, física. Exceto Torigoi, todos foram seguir carreira agronômica ou acadêmica dentro da própria Luiz de Queiroz. Torigoi, que ao iniciar a docência no cursinho, em 1961, era recém-ingressado na Esalq, portanto, ainda calouro, resolveu, ao se formar, em 1965, dar continuidade ao trabalho no Cursinho, agora de forma profissional. Convidou o universitário José Arthur de Andrade para Biologia, contratou o professor de Química Paulo Tadeu Miguel, o professor de português Flávio Toledo Pizza, e fundou aquele que viria a ser o Curso Luiz de Queiroz, cujo nome homenageia o fundador da Esalq, bem como a própria Escola de Agronomia onde se formou. Na secretaria trabalhavam Bolivar e Walter de Paula Lima.

Pela qualidade do ensino oferecido e pela eficiência nas aprovações para os exames vestibulares da Esalq, o Curso Luiz de Queiroz adquiriu um conceito de excelência, de tal forma que, para passar na Esalq, necessariamente o aluno tinha que passar pelo CLQ, pois praticamente 98% dos aprovados eram oriundos do mesmo.

Em 1968, Juan Sebastianes e Wilson Saito, ambos também estudantes da Esalq, começaram a trabalhar na secretaria. Ao grupo, juntou-se, no ano seguinte, o professor Newman Ribeiro Simões, para dar matemática, e Antonio Carlos de Mendes Thame, para lecionar português, visto que o professor Flávio Pizza se aposentara. Bolivar e, posteriormente, Walter haviam deixado o Curso, ao se formarem. Wilson foi convidado a continuar no Cursinho, mesmo tendo concluído a Esalq e Juan iniciou seu trabalho como professor, deixando a secretaria.

Estava, assim, composto o núcleo de pessoas que representam, até hoje, o CLQ.

 

Mudanças

Naquela época, a Esalq fazia o seu próprio processo seletivo. Entretanto, alguns cursos da área de Biológicas tinham o seu vestibular unificado pelo CESCEM, cujas provas eram elaboradas pela Fundação Carlos Chagas. Politécnica, Mauá e FEI, estas duas últimas particulares, porém, todas elas com cursos de engenharia, integravam o vestibular produzido pela MAPOFEI que, posteriormente, englobaria também a seleção de todos os alunos para as faculdades públicas do Estado de São Paulo da área de exatas. Nas humanas, os cursos passaram a integrar o vestibular unificado pelo CESCEA.

Em 1970, a agronomia, assim como demais faculdades públicas do Estado de São Paulo da área de biológicas, passaram a fazer parte do vestibular elaborado pelo CESCEM. O CLQ, que até então trabalhava os alunos especificamente para vestibulares de agronomia, teve que preparar o aluno para uma instituição que fazia o vestibular também para os cursos de medicina, veterinária, farmácia e bioquímica, entre outros. As exigências de conteúdo mudaram drasticamente: inglês, história, geografia, literatura brasileira e portuguesa não eram exigidos nos vestibulares para a Esalq. Física, química, matemática, biologia e português passaram a ser avaliados em todos os seus conteúdos.

Naquele mesmo ano, o CLQ se transformou. De um Cursinho específico, passou a ser totalmente abrangente, preparando para os exames do CESCEM, MAPOFEI e CESCEA. Exames diferentes, turmas diferentes. Ampliou-se o corpo docente, o número de funcionários, as salas de aula. Até então, o CLQ contribuía generosamente para o Fabalq (Fundo de Bolsas a Alunos da Luiz de Queiroz), e em contrapartida, a Esalq gentilmente emprestava algumas salas ao Cursinho: anfiteatros da Matemática, da Química e sala da Zoologia. Com a nova situação, o Cursinho do CLQ teve que procurar um local que pudesse atender às suas novas necessidades. Na avenida Carlos Martins Sodero, funcionara uma das maiores casas de diversão do interior: restaurante em estilo alemão, bar, salões com pista de dança, dois conjuntos musicais tocando simultaneamente. Seu tamanho fora exagerado para a época, vindo a fechar quando outras opções similares foram surgindo em Piracicaba. Seus amplos salões serviram perfeitamente para serem adaptados a salas para Cursinho. Em 1972, o Cursinho CLQ muda-se para esse local, onde permanece até hoje.

 

O grande desafio, entretanto, foi dar, aos novos cursos a mesma qualidade que fez do CLQ renome nacional no preparo a alunos para agronomia. Investindo no corpo docente, em instalações, em modernização de recursos audiovisuais, o padrão CLQ de qualidade passou a ser referência também para quem almejasse ingressar em qualquer curso das universidades brasileiras.

Assim, em 1970, além de equipar sua oficina gráfica com máquina que imprimia apostilas pelo sistema off-set, o CLQ foi a primeira instituição de ensino do interior a lançar e utilizar o Circuito Interno de TV para aulas. Na época, uma verdadeira revolução tecnológica que só o maior cursinho de São Paulo possuía.

Em Cursinho, avalia-se a qualidade pela aprovação de seus alunos nos vestibulares mais concorridos. O CLQ, então, passava a ser reconhecido em todo o interior pela sua eficiência em aprovação, qualquer que fosse a universidade ou faculdade escolhida pelo aluno.

Alunos de toda a região e de inúmeras cidades do Estado afluíam a Piracicaba para fazer o Cursinho do CLQ. Naquela época, apenas em Campinas e Ribeirão Preto havia, no interior, cursos que pudessem oferecer qualidade semelhante.

Em decorrência disso, havia uma expectativa da comunidade piracicabana de que o CLQ pudesse estender seus serviços para Colegial (hoje, Ensino Médio), Primário e Ginasial (hoje, Ensino Fundamental).

Em 1977, é autorizado o funcionamento do CLQ - Colégio Luiz de Queiroz. Assim, como no Cursinho, alunos não só de Piracicaba, como também, da região procuraram o Colégio. No primeiro ano, funcionou nas mesmas instalações do Cursinho, no período da tarde, com as duas séries iniciais do Colegial. Foi o tempo necessário para que fosse construído o primeiro bloco de prédios do Colégio, em terreno de mais de 15.000 metros quadrados, onde havia um bosque de eucaliptos. Terreno esse adquirido alguns anos antes, quando a avenida Cássio Paschoal Padovani sequer era asfaltada e onde os membros do Cursinho sonhavam com um Colégio onde estudariam seus filhos e pudesse oferecer a Piracicaba e região uma educação de alta qualidade.

Em 1978, o Instituto de Matemática da USP realiza a Primeira Olimpíada Estadual de Matemática. O primeiro lugar é conquistado pela equipe do CLQ, logo no seu segundo ano de vida.

Consolidado o Colegial, em 1979 o CLQ inicia também as classes de Primário e de Ginasial, hoje Ensino Fundamental.

Até os dias atuais, inúmeras foram as mudanças ocorridas nos vestibulares e na Lei de Diretrizes e Bases, influenciando diretamente no currículo de todas as escolas do Ensino Médio e do Ensino Fundamental. O CLQ vem produzindo com agilidade as adaptações decorrentes dessas alterações, sem ferir a sua proposta pedagógica.

Hoje, o CLQ trabalha com crianças que vêm desde o maternal. A proposta pedagógica desenvolvida no CLQ é inspirada nos princípios da liberdade e da solidariedade humana com a finalidade de desenvolver no aluno a consciência ética, a autonomia intelectual e o pensamento crítico.

Como instituição, o Colégio proporciona à criança e ao jovem a possibilidade da aquisição de conhecimento no âmbito das ciências, das artes e das produções culturais. Ao estudo do conhecimento acumulado ao longo da história e sistematizado nos currículos de cada etapa educacional, o CLQ integra atividades que contemplam o desenvolvimento das inteligências múltiplas e possibilitam aos alunos um crescimento consistente e global.

O exercício da cidadania se dá através da discussão de temas transversais, de temas atuais veiculados na mídia, num ambiente instigador e crítico, que estimula o respeito às pessoas, ao meio ambiente e ao costume dos povos.

Jornal Interno