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Estudo do Cerrado em Capitólio - 2ª Série do EM

Estudo do Cerrado em Capitólio - 2ª Série do EM

17 Mai 2019

O cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, é considerado como um dos hotspots mundiais de biodiversidade e apresenta extrema abundância de espécies endêmicas. O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. E, além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social, pois muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais.
Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção, e estima-se hoje, que 20% das espécies nativas e endêmicas já não existam em áreas protegidas e muitas espécies de animais do Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana (site do Ministério do Meio Ambiente).
Por sua exuberância e grande importância, nos diferentes aspectos, o estudo desse bioma se torna vital e permite a compreensão de todo seu potencial e a urgência de medidas de preservação. Por isso, os alunos da 2ª série do Ensino Médio estiveram, de 2 a 5 de maio, na cidade de Capitólio, MG, do dia 2 a 5 de maio, localizada na Serra da Canastra, região do cerrado, acompanhados pelos professores Margarete de F. Costa e Reginaldo M. R. Moura.
Os alunos visitaram o Lago de Furnas, onde conheceram e observaram os “cânions”, a formação rochosa, a importância da represa e os aspectos históricos. Bruno Corrêa Motta de Benedetti, da 2ª série A, conta "Visitamos bastante cânions naturais, que para mim foi uma experiência incrível, com piscinas naturais bem preservadas, mas um deles, mais explorado pelo ser humano, em especial, para turismo, já não tão preservado."
Em outro momento foi realizada a trilha pelo cerrado, onde biólogos deram uma aula in loco sobre a formação geográfica, geológica e os aspectos adaptativos das principais plantas e animais. A questão do fogo e o “renascimento” da vegetação é uma das maiores curiosidades, pois tem um aspecto de adaptação e evolução para o bioma.
"Além da vegetação, observamos os tipos de rochas que se formam nessa região. São parecidas com granito", disse Marcella Buchidid Naléssio, da 2ª série B. "Observamos no cerrado que havia árvores grandes, vegetação rasteira e, em outros trechos, vegetação mais seca, queimada, pois esta precisa do fogo para germinar", contam os alunos, e completam, "Não conhecíamos o cerrado e vimos que a mata é bem mais seca, com uma biodiversidade atípica. Vimos também pássaros e insetos que habitam a região."
"Conhecemos várias plantas medicinais que são bem importantes e foi interessante ver como os remédios são produzidos a partir dessas plantas" conta Bruno. "Muitas vezes temos preconceito e achamos que somente em farmácia encontraremos os remédios corretos e daí vemos que muito do que vendem nas drogarias são produtos extraídos da natureza. Isso é muito legal", relata Marcella.
Os alunos comentam que a viagem é um momento de descontração e de interação entre as diferentes turmas. Marcella disse que é muito bom estudar assim, vendo o que está aprendendo e que acredita que poucas escolas proporcionam isso de forma tão interessante e envolvente. Bruno completa dizendo que as viagens de estudo são cultura, conhecimento e aprendizado que levarão por toda a vida.

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